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Ricardo Rezende
Empresários da construção civil estão mais confiantes. O índice sobre expectativa de número de empregos aumentou de 37 pontos para 45,7  já o de novos empreendimentos e serviços passou de 37,1 pontos para 46,6 pontos. Investidores do setor da construção civil iniciaram o ano mais otimistas do que o ano passado, embora ainda desconfiados nas expectativas para a economia. A melhora continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança, assim como ocorreu o mesmo com índices da CNI que obedecem à mesma dinâmica.
Houve aumento nas intenções de investimentos  que aumentaram de 25,9 pontos no final do ano passado para 27,7 pontos este mês. Mesmo assim, continua muito abaixo da média histórica que é de 35,2 pontos. O índice varia de zero a cem pontos. Quanto maior o indicador, maior é a propensão para os investimentos.
O setor operou o último quarter do ano passado com 44% dos equipamentos e do pessoal parados.  A utilização da capacidade de operação ficou em 56% pelo terceiro mês consecutivo. 
O JP Morgan acredita que a redução da Selic vai estimular a emissão de produtos de securitização de crédito imobiliário, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), voltado para o investidor qualificado. O aumento do interesse nesse mercado estimularia o crédito imobiliário como um todo.
O setor de construção civil está animado diante da expectativa de que os juros abaixem mais até o final do ano. Novos lançamentos na planta provavelmente voltem no segundo semestre, de acordo com incorporadoras, juntamente com os mais de 200 mil empregos perdidos. 
A partir dos números das maiores incorporadoras com ações em Bolsa, o banco JP Morgan calcula que os estoques somam 24 meses hoje, totalizando R$ 23,4 bilhões em valor de mercado dos imóveis. Os problemas se concentram nos ramos de média e alta renda — nos quais os estoques estão entre 35 e 40 meses, contra 15 meses há dois anos. No caso das companhias que atuam na baixa renda (essencialmente MRV e Direcional), eles são de 13 meses.
Não há dúvidas de que a queda de juros favoreceu a melhora do mercado, mas só isto não acelera as compras por imóveis é preciso que os investidores voltem a aplicar no setor, para que se aumente a empregabilidade posteriormente — afirma Márcio Pereira, CEO Latam da United HR. 
Para Márcio Pereira CEO da United HR Management Partners, empresa que assessora executivos em movimentação na carreira, se as perspectivas se concretizarem, o setor terá “um certo alívio” ao longo deste ano, devido as grandes demissões do setor da construção devido a Lava-Jato e a alta das taxas de juros do mercado imobiliário. 
Segundo Márcio Pereira, CEO Latam da United HR, os 230 mil empregos extintos nos últimos anos devem voltar, a reação do setor tem efeito cascata na economia. Quase todas as indústrias acabam fornecendo para construção. Mais de 130 indústrias atendem ao mercado imobiliário e só com produção nacional, pois não precisamos importar. É indutor de desenvolvimento.
Marcio Andrade, Gerente de Projetos do Grupo ASSA ABLOY Brasil, participou de um processo de Coaching de carreira com a equipe da United HR Management Partners, antes de sua recolocação no início deste ano. "Senti que teria minhas chances de recolocação seriam ampliadas e com a orientação e indicação a empresas da equipe da United HR me preparei para enfrentar os desafios", disse Marcio Andrade.
Antes desta recolocação o executivo atuou em diferentes setores como EMS (farmacêutica), BRASTEC (petróleo e energia), JARAGUÁ, MCM (engenharia mecânica e industrial), Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia e encontrou na ASSA ABLOY Brasil um desafio motivador.
Fonte: Site Terra