Empresas do setor de energia estão em alta

Os bons ventos nunca foram tão bem aproveitados.

14 JUL 2017 18h15

Empresas do setor de energia estão em alta, Priscilla Batista foi contratada na Schneider Eletric com a ajuda de Marcia de Salvi Pillat da United HR.
Foto: Dino
Os bons ventos nunca foram tão bem aproveitados.
Na semana passada, o Brasil produziu 6.704 megawatts de energia eólica. Mais do que o recorde anterior, de um dia antes (6.280) e o que o registrado no dia 13 de setembro de 2016 (6.059).
A energia gerada foi suficiente para abastecer 3 milhões de consumidores por um mês inteiro. E significou 11,42% de toda a eletricidade produzida no dia, no país.
O Brasil tem 457 parques eólicos, 80% deles estão no Nordeste. Juntos, eles têm capacidade de produzir 11,4 gigawatts de energia eólica. É o equivalente a uma usina de Belo Monte. Esses recordes seguidos de produção de energia a partir dos ventos têm duas explicações. Primeiro, porque novos parques eólicos estão sendo colocados em operação. Além, disso, nós estamos apenas entrando no período de safra. No Brasil, os ventos vão ficando mais fortes de meados de junho até dezembro. Os melhores meses são setembro e outubro. Por isso, o setor aposta que muitos recordes vão ser quebrados até o fim de 2017.
Até 2020, outros 287 parques vão entrar em operação e vão gerar mais 7 gigawatts de eletricidade. O potencial de crescimento da produção desse tipo de energia é imenso. Uma conta, feita pela Associação Brasileira de Energia Eólica, deixa isso claro. Fonte: LAFIS
A proposta de reforma do setor elétrico divulgada pelo Ministério de Minas e Energia é acertada. Segundo Marcia de Salvi Pillat, presidente da United HR Coaching Solutions e afiliada ao Institute of Coaching de Harvard, a medida abre uma possibilidade de reorganização do modelo do setor, que ao longo do tempo sofreu inúmeras intervenções. "A iniciativa de um debate estruturado com base em princípios propicia a escolha de caminhos mais adequados e participativos, permitindo correções de rotas para os quais os agentes poderão contribuir e aprimorar. Entretanto é importante discutir de forma adequada o contraponto e alinhamento das soluções", afirma Marcia de Salvi Pillat.
Marcia de Salvi Pillat afirma que a superação do regime de cotas de energia em princípio é benéfica, pois aprimora a alocação dos riscos e estimula a maior eficiência na gestão e na ampliação da oferta de energia. "Entretanto, essa medida, bem como a possibilidade de privatização das usinas, principalmente nos processos de renovação das concessões, devem ser conduzidas de forma cautelosa".
Um outro aspecto relevante no documento, discutido com investidores, é a ampliação do chamado mercado livre. Neste mercado livre, os contratos de compra e venda são negociados livremente entre consumidores e geradores.
Essa medida já é implantada na Europa, Estados Unidos e na América Latina. "Os executivos escolhem o setor de energia devido aos investimentos em infraestrutura, transmissão e geração de energias" .
Priscilla Batista assumiu um cargo na área financeira fiscal dentro da Schneider Eletric, empresa multinacional francesa no setor de energia, depois de ter atuado em empresas como Odebrecht e JHSF.
Emmanueli Ebubechukwu, estrategista de mercado na United HR informa que, a competição é acirrada para os líderes de diferentes setores que ambicionam seguir uma carreira em um setor tão promissor. "O coach de carreira surge como uma solução, customizando de forma estratégica a cada profissional sua adequação a este novo desafio", e mapeou os setores da economia que tinham maior aderência ao perfil de Priscilla Batista.
"Desde nosso primeiro contato, Marcia de Salvi Pillat da United HR ajudou-me da melhor forma para fazer a análise da minha carreira. Apresentou - me novos procedimentos e otimizou meu currículo, consequentemente aumentando minhas oportunidades no mercado", declara Priscilla.