Executivo abandona estabilidade na carreira de construção civil e se arrisca em Startup de tecnologia com um cargo acima e proposta salarial maior.

Startups são modelos de investimentos que estão retomando o mercado e tem sido atrativo para muitos executivos, principalmente no setor de tecnologia. No Brasil algumas são reconhecidas internacionalmente pela inovação. O Wall Street Journal, o jornal das startups divulgou uma lista com investimentos bilionários no setor por startups em nível mundial, 78% das startups de […]
 

Startups são modelos de investimentos que estão retomando o mercado e tem sido atrativo para muitos executivos, principalmente no setor de tecnologia. No Brasil algumas são reconhecidas internacionalmente pela inovação.

O Wall Street Journal, o jornal das startups divulgou uma lista com investimentos bilionários no setor por startups em nível mundial, 78% das startups de mais de US$ 1 bilhão ficam nos EUA, 15% na China e 7% na Europa.

Existem startups em diferentes setores da macroeconomia mundial e não só em software, hardware e e-commerce.

Startups trazem inovação com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores.

Atualmente os investidores definem startup como grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

As startups são modelos que apresentam uma curva de crescimento mais rápida do que os modelos tradicionais. Enquanto uma empresa tradicional cresce 5% uma startup tem previsão de crescimento de 50% a 200%.

Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios.

As startups precisam de investimentos durante todo ciclo. É o que se chama de stage financing. No Brasil, não temos muitos investidores-anjo, o tipo de investidor que financia o início das startups, aquela em que o negócio começa a girar.

Nos EUA, os investidores-anjo são de empreendedores e ex-empreendedores. Pessoas que fizeram dinheiro construindo empresas e que agora apoiam outros empreendedores.

Algumas qualidades são específicas para candidatos a uma vaga em startups; estes executivos devem ter no seu DNA pensamento inovador, ampla capacidade de adaptação e resiliência. A escolha errada pode comprometer o desenvolvimento e os resultados.

Como consequência as startups de inovação e tecnologia atraem profissionais com carreiras que até então passavam longe destes setores.

Executivos dispostos a entrar em um mercado novo, são contratados muitas vezes por um setor que representa uma grande paixão.

Alexandro Penteado, Diretor de Operações na 123reformei, já havia sido executivo de áreas diferentes áreas na PDG, Gafisa e Tenda, empresas de Incorporação e construção civil no mercado imobiliário, quando procurou um novo desafio em sua carreira.

Quando recebeu a proposta da atual empresa a 123reformei, empresa de reformas e tecnologia, para assumir a Diretoria de Operações aceitou o desafio.

Decidir não é fácil para qualquer executivo, mas Alexandro Penteado viu na proposta uma oportunidade: “Saí da minha zona de conforto e achei o desafio motivador, o processo com a Coach Flávia Volpe da United HR ajudou-me a enxergar esta possibilidade em outros mercados e a assumir um cargo mais alto como Diretor”, diz.

No mesmo mês em que sai da PDG como Gerente de Engenharia assume como Diretor de Operações na 123reformei.

O cargo de liderança na diretoria atribui muitas responsabilidades, ele terá sob sua direção as áreas de pós-vendas, planejamento, qualidade, projetos, fornecedores e sucesso do cliente .

Ainda que os fundamentos da área sejam os mesmos, Alexandro diz que cada setor tem suas particularidades e que atuar em um segmento traz novos desafios, aprendizados e motivações, além de ser um upgrade no cargo a possiblidade de melhor salário.

“A posição de Diretor de operações projeta a minha carreira do futuro e resolvi investir”, explica. Sua formação técnica, iniciou-se na Gafisa em 2000 , como Coordenador de Obras após a formação em Engenharia Civil no Mackenzie.

A carreira em Y, no entanto, o fez perceber que suas oportunidades na empresa haviam se tornado restritas e, em 2005 conclui uma especialização na FAAP em negócios, tomou a decisão de mudar de área formou-se em Finanças na FIA (Fundação Instituto de Administração) em 2007. Em 2011 conclui o MBA em gestão empresarial na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e em 2016 matricula-se em MBA em Gestão do Projeto no Ibmec.

“Toda decisão envolve riscos”, confessa. Ele deixou uma carreira estável – além de um salário maior e mais benefícios – para apostar em um futuro incerto, porém, promissor , já que a empresa é uma startup. “Tenho confiança que minha experiência em construção civil ajudará nesta implantação da empresa”, explica.

Na opinião de Flavia Volpe Coach da United HR, o mercado de trabalho vai ter cada vez mais espaço para profissionais que investem na carreira, na formação profissional ou em coaching executivo. “A maioria das pessoas que atuam nas construtoras trabalham no setor há mais de 15 anos, é possível antecipar este tempo e mudar quando as coisas ainda vão bem”, afirma.

A crença de que executivo só sabe fazer a mesma coisa a vida inteira está acabando. “Assim como qualquer outro setor, eles querem os melhores profissionais pelas suas capacidades e competências, o executivo brasileiro é um produto que exportamos para o mundo”, afirma Marcio Pereira CEO Latam da United HR.

O CEO diz perceber uma busca ainda mais forte nas áreas de negócios, com novas empresas surgindo para atender a demanda e grandes companhias recrutando profissionais com experiência na lideranças de pessoas e comando de equipes. “Para níveis de diretoria e C-Level não importa o target dos setores de atuação do profissional, mas o que ele aprendeu com estas experiências”, diz.

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