A “Dança Das Cadeiras” No Mundo Corporativo Para CEOs Começou

11 de Novembro de 2020, por: Márcio Miranda.

Com a retomada da economia as empresas precisam de caixa, a habilidade de construir parcerias está valorizada. Da mesma forma que a capacidade de estabelecer uma visão clara sobre como aquele setor poderá se desenvolver nos próximos 5 anos. “Todos os CEOs estão sendo analisados dentro e fora das empresas, todos querem saber as capacidades e habilidades de lidar com as transformações e mudanças destes líderes”, afirma Márcio Miranda.
Executivos comerciais precisam de habilidades na área digital. Já em finanças, a migração será do CFO mais acostumado a captar recursos e investimentos.
São Paulo,06/11/2020 –

As empresas de recrutamento e seleção estão em negociações com CEOs com habilidades para desenvolver estratégias digitais com mais velocidade. E que tenham também habilidades financeiras e façam gestão das transformações internas. No mundo atual, após o surgimento da COVID-19, os líderes que não se adaptarem vão perder o cargo.

A COVID-19 traz muitas indefinições e poucas respostas. Uma certeza, porém, guia qualquer projeção feita sobre a pandemia: o futuro é incerto. Nem o que se espera dos CEOs que comandam altas companhias.
“Uma coisa é liderar uma companhia em expansão”, diz Márcio Miranda, CEO Latam da consultoria de executive search e outplacement United HR. “Outra é liderar uma empresa em queda na economia.”

Começou a “dança das cadeiras” no alto escalão das empresas. Procuram-se CEOs capazes de entender as inovações do mundo digital. A United HR conversou com investidores, acionistas e conselheiros das maiores corporações que já estão sondando para entrevistar candidatos ao cargo de CEO. Segundo eles, a busca está intensa por perfis mais digitais, desenvolvedores de estratégias online e com mais velocidade. Que saibam liderar as transformações digitais.

O canal digital tornou-se a válvula de escape para os negócios e essa migração intensa está abrindo caminho para a ampliação do uso de novas ferramentas.
Habilidades que já estavam no jogo dos executivos agora estão sendo mais exigidas. A capacidade de liderar as empresas no universo digital é uma das habilidades que vai ganhar destaque agora. “Os executivos vão precisar ter maior fluência digital”, afirma Márcio Miranda.

Para Márcia Pillat, CEO North America da United HR, essa abordagem será mais importante que conhecer profundamente o mercado tecnicamente. “Em pouco tempo, um executivo aprende sobre o setor. Mas não consegue incorporar essa mentalidade de inovação digital.”

As exigências relacionadas aos diretores e C-level abaixo desses CEOs passam por mudanças. “Executivos comerciais precisam de habilidades na área digital, Já em finanças, a migração será do CFO mais acostumado a captar recursos e investimentos”, afirma Márcia Piilat.

Com a retomada da economia as empresas precisam de caixa, a habilidade de construir parcerias está valorizada. Da mesma forma que a capacidade de estabelecer uma visão clara sobre como aquele determinado setor poderá se desenvolver nos próximos 5 anos.

“O CEO da atualidade é o visionário”, diz Márcio Miranda, CEO da United HR. “É necessário analisar todas as possibilidades e oportunidades no negócio além da companhia.”

“As empresas precisam de um propósito”, diz Márcio Miranda. “O CEO deve ser ativo nas causas sociais e ao papel das empresas nesse contexto.”

A sociedade e os colaboradores estão analisando os CEOs, todos querem saber suas competências em lidar com estas transformações afirma Márcio Miranda. Entre essas habilidades, os selecionadores citam questões como a flexibilidade e a velocidade para adaptar rapidamente a gestão e o modelo de negócio às adversidades da pandemia. Bem como a capacidade de comunicabilidade e desenvolvimento de todos os colaboradores da companhia.

Sob essas novas perspectivas, as empresas analisadas pela United HR aumentaram a remuneração na participação dos resultados alcançados nos salários de todos da companhia, afirmam os especialistas em recrutamento e seleção. As metas podem ser a transformação digital, sustentabilidade, inclusão de diversidade e gêneros e o papel social exercido no cargo.

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